
Nasal, almofadas nasais ou facial? Entenda por que não existe uma única máscara ideal para todos e como a escolha correta pode fazer diferença na adaptação ao CPAP.
Quando uma pessoa começa a usar CPAP, é comum concentrar toda a atenção no equipamento. Mas existe outro componente que pode influenciar diretamente a experiência com o tratamento: a máscara.
Existem diferentes modelos, tamanhos e formatos. A escolha deve considerar características individuais como anatomia facial, forma de respirar durante o sono, posição para dormir e conforto.
Na Fisiosono, essa avaliação faz parte do processo de adaptação ao tratamento.
Quais são os principais tipos de máscara?
De maneira simplificada, podemos dividir as máscaras em três grupos principais:
Máscaras de almofadas nasais: possuem contato reduzido com o rosto e direcionam o fluxo de ar pelas narinas.
Máscaras nasais: cobrem o nariz e estão entre as opções frequentemente utilizadas no tratamento.
Máscaras faciais (oronasal): cobrem nariz e boca e podem ser consideradas, entre outras situações, para pessoas que apresentam dificuldade em manter a respiração exclusivamente nasal durante o sono.
Cada opção apresenta características próprias. Por isso, uma máscara excelente para um paciente pode não ser a melhor escolha para outro. A seleção deve levar em conta conforto, anatomia e características individuais.
Apertar mais a máscara resolve o vazamento?
Nem sempre — e esse é um erro bastante comum.
Quando existe vazamento, a tendência pode ser apertar cada vez mais as tiras. Entretanto, o problema também pode estar relacionado ao tamanho, posicionamento, montagem, desgaste ou modelo da máscara. Apertar excessivamente pode simplesmente aumentar o desconforto.
Outro detalhe importante é que o ajuste precisa ser avaliado na posição em que a pessoa dorme, pois o comportamento da máscara pode mudar quando estamos deitados.
Conforto também faz parte do tratamento
Vazamentos persistentes, marcas excessivas no rosto, irritação da pele ou necessidade de apertar muito a máscara merecem atenção.
Além de causar desconforto, vazamentos podem interferir na pressão efetivamente administrada e na qualidade do tratamento.
É por isso que, na Fisiosono, Marcelo C. Flores e Maicon D. Boff não consideram a escolha da máscara apenas um detalhe da venda do equipamento. Ela faz parte da adaptação e do acompanhamento do paciente ao CPAP.
Encontrar uma interface confortável, bem ajustada e adequada às características de cada pessoa pode ser um dos passos mais importantes para transformar o CPAP em algo que realmente faça parte da rotina de sono.
Fontes
* American Thoracic Society (ATS). Seleção de máscaras e resultados do tratamento com CPAP.
* American Academy of Sleep Medicine (AASM). Diretriz clínica para tratamento da apneia obstrutiva do sono com PAP.
* ResMed. Orientações sobre escolha, ajuste e vazamentos de máscaras para CPAP.
